23out2009
O CentroDesignRio inicia processo de credenciamento de escritórios e profissinais do Estado do Rio de Janeiro para prestação de serviços de design para micro e pequenas empresas. Os profissionais deverão ter formação e experiência comprovadas nas sub áreas:
- Desenho Industrial;
- Design Gráfico;
- Tecnólogo em Design Gráfico;
- Design de Moda;
- Design de Interiores;
- Design de Jóias
- Arquitetura;
As inscrições deverão ser feitas pelo site www.centrodesignrio.com.br , onde também constam os requisitos para credenciamento. O período de inscrição vai até 16/11/09. O processo seletivo consta de três fases:
- análise documental,
- análise de portfolio
- avaliação de habilidades através de entrevistas.
2out2009
Ontem me senti extremamente lisonjeada… meu artigo foi copiado!! Sei que isso quer dizer que o conteúdo está realmente bom. Que gostaram tanto, que mereceu um CopyPaste. Mas mesmo assim, não posso escrever no meu curriculum: artigos escritos para a lista DG que tem sido muito copiados, não dá né?
Vou brincar com o personagem do colega Paulo Loyola… que coisa feia, Zezinho!! Como um puxão de orelha. Quais livros você leu sobre o tema, quando em sua vida passou por situações semelhantes às do texto? Artigos são textos tão pessoais, que é como se roubassem uma página do seu diário…
Geralmente escrevo assuntos que fazem sentido com o meu dia-a-dia, meus projetos e que possam vir a inspirar e ajudar outros profissionais. O problema é que se trata de conteúdo intelectual produzido especificamente para o site da DG, dar créditos ao texto é a atitude ética que se espera de qualquer profissional com o mínimo de discernimento.
Já vi muitos sites inspirados pelo meu conteúdo por ai. Na verdade, isso mostra que a comunicação está sendo eficaz. Essa é a intenção: inspirar a galera, trazer aquele ar fresco para a cabeça de vocês… Ajudar a todos os criativos a criar mais e melhor. Mas com créditos, por favor!!
Carol Hoffmann (@carolhoffmann)
30set2009
Talvez você nunca tenha pensado como uma atitude tão simples, como o ato de questionar mais, poderia mudar o enfoque de um projeto levando-o a uma solução completamente diferente. Se você partir do principio de que já sabe as respostas, ou os enfoques corretos, nunca vai descobrir que pode haver um modo melhor de fazer o que faz. Comece a conceituação pelas perguntas antes de definir os caminhos.
Perguntar pode ser a solução para uma concepção mais inovadora, um novo olhar, além de nos abrir mais possibilidades e caminhos para as abordagens dos projetos. Um bom começo é você perceber se tem se perguntado “e se…?” Esta pergunta muitas vezes nos abre a mente para idéias novas, e uma resposta pode nos levar a outra pergunta. Idéias novas podem surgir quando estamos sem barreiras mentais, apenas brincando com as palavras e questionando, muitas vezes, o que parece óbvio.
Vá além da primeira resposta e da primeira pergunta. Mas você deve ser curioso e exercitar sua flexibilidade mental. Faça perguntas, mesmo que pareçam bobas, nunca bloqueio um pensamento, não julgue as respostas. Você já pensou em quantas possibilidades se abrem quando fazemos a pergunta certa? Questione as motivações, os objetivos, as funções, ou seja, tudo que possa envolver a conceituação deste projeto.
Brinque com a formulação das perguntas para obter respostas diferentes. Faça a mesma pergunta, formulada de várias formas diferentes a pessoa diferentes, e se surpreenderá com as respostas. Questione suas próprias indagações. Você provavelmente irá encontrar algo original em caminhos menos explorados.
Mas você pode estar pensando neste momento, o meu problema não é a solução, preciso achar o problema que deu início a esta demanda. E eu te respondo, que você pode solucionar usando a mesma estratégia, questionando. Boas perguntas geram boas respostas. Uma boa idéia proporciona a solução de um problema ou pelo menos indica o caminho quando nos perdemos em nossos próprios conceitos.
Devemos aprender a insistir nas formas de abordagens que podem levar a soluções, em vez de insistir naquelas que incentivam idéias preconcebidas. E Lembre-se… sempre questione as perguntas!!
Viver sem questionar é viver sem a chance de encontrar novos caminhos!!
@carolhoffmann
24set2009
Como já diz Mestre Urian, não existe meio designer. E não existe mesmo, Joãozinho. Ou você assume a profissão como um todo ou nem começa a brincar. Porque existe uma visão muito torta do que é ser um designer em nosso país, que acaba levando à existência dessa criatura bizarra saída de uma dimensão alternativa, o meio–designer, primo do meio–programador e do meio–jornalista. Curiosamente, ninguém encontra por aí um meio–médico ou um meio–engenheiro. Ou melhor, até acha mas logo eles vão parar na cadeia por exercício ilegal de profissão. Mas calma, Zezinho, não vamos falar hoje de regulamentação ou outro assunto chato desses. Vamos falar sobre o que é ser um designer, independente da origem ou situação civil.
Bem, na verdade, dizer o que é um designer é fácil. Prontos? Lá vai: designer é quem faz design.
Ok. Podem parar de me olhar com essa cara de “ah, é, é…„ pois é simples assim. Agora, o problema é definirmos o que é design.
Segundo o Dicionário Michaelis de Língua Portuguesa: “s.m. (ingl) 1. Concepção de um projeto ou modelo; planejamento. 2. O produto deste planejamento.„ E isso é muito interessante! Pois aqui tiramos de campo um monte de coisa, apesar dessa definição ser tão simples, pois nos diz que o designer é alguém que concebe um projeto ou um modelo e concebe o produto decorrente desse planejamento. Ou seja, ser um designer é ser, antes de mais nada, um projetista. Você, designer, não é um artista plástico, não é um desenhista ou coisa parecida. É alguém que foca sua criatividade em um planejamento, designação e intenção voltados à realização de algo. E lida com as ferramentas necessárias à realização desse planejamento.
Ou seja, ser um designer é, antes de mais nada, saber planejar um produto, seja este produto uma peça gráfica ou um objeto industrial (uma cadeira, um aparelho de CD, etc). E se você não planeja, você não é um designer. É um chutador, que fica tentando fazer as coisas meio que de orelhada até que saia algo que preste. O designer, pelo contrário, antes de colocar suas mãos em qualquer massa que seja, irá colher todos os dados necessários, analizá–los, compará–los, entre si e com outras fontes, planificá–los e construir as etapas necessárias, a partir desses dados e das informações deles resultantes, para que se chegue ao fim desejado. Para tanto, é necessário o conhecimento de como fazer isso. Esse conhecimento é obtido a partir das teorias estudadas — teorias da comunicação, da psicologia, da filosofia, além das específicas da área como a tipografia e a criação da forma —, da educação do olho e do cérebro, do angariar de referências, do estudo e do aperfeiçoamento constantes. Quando falhamos em obter esse conhecimento, voltamos ao chutador, disparando idéias sem fundamentação, acertando a partir da pura sorte.
Mas o designer não é alguém que só faz o planejamento. Ele também o executa. Ou seja, tem o domínio das ferramentas necessárias para tanto. Quais são essas ferramentas? A arte é uma delas, pois educa nosso pensamento e nossa biblioteca de referências. E quando não apenas apreciamos a arte como também a criamos, além de manter nossa capacidade gráfica em dia, também estamos exercitando nossa mão para o processo de criação, além de mantermos em dia uma de nossas mais poderosas ferramentas: a criatividade. E também temos as ferramentas mais “fisicas„, como os programas gráficos, os lápis e pincéis, o papel, a cola, a fotografia e todos os meios que podemos usar para colocar em prática o projeto já devidamente planejado. É claro que com a vasta oferta que se tem hoje em dia de meios e ferramentas, ter domínio de todas elas é impossível (e nem se espera tanto). Porém é obrigação do designer ter pelo menos uma idéia do funcionamento de todas elas, da aquarela ao Photoshop, da xilogravura ao Corel Draw, do 3D Studio ao estêncil. Ao menos as possibilidades de cada ferramenta devem ser conhecidas e compreendidas para que ao se planejar o produto saiba–se a melhor, mais rápida e mais econômica forma de se realizar o necessário para aquela elaboração. Ou, pelo menos, para se conversar com o especialista técnico, que muitas vezes vai dominar a ferramenta melhor do que nós, sobre o que deve ser feito.
“Xi„, diz a Mariazinha, “precisa de tudo isso para ser designer? Eu achei que era só saber usar o Photoshop legal e ler umas revistas bacanas.„
Pois é… Ser designer exige capacidade de organização, conhecimento de metolodogias, estudo e criatividade. Mas, acima de tudo, existe disciplina e dedicação. Como, aliás, se exige de qualquer profissional sério. Claro que você pode só ir lendo as revistas especializadas e mexendo no seu programa gráfico favorito até ficar muito fera, colocar uma roupinha “istáile„ e dizer que é designer. Mas, sinto muito: você não vai ser um designer com isso. Porque não irá realizar os projetos adequadamente, não terá o conhecimento do ferramental, irá sempre faltar alguma coisa para ter o fluxo de trabalho que um verdadeiro designer tem. E, claro, não irá alcançar os resultados que ele alcançara.
Se você não percebe que é um projetista e realiza projetos, se você não percebe que precisa de uma base de conhecimentos e corre atrás deles, se você não se envolve com as ferramentas da profissão como um tods, se você não faz uma única coisa dessas você é somente um meio designer.
E, como diz o Mestre Urian, não existe meio designer.
15set2009
Não sei vocês, mas uma das primeiras coisas que me atrairam para escolher o design como minha profissão foi a possibilidade de conhecer muitos mundos, de sempre poder sair da rotina e aprender sempre. Talvez muitos de vocês ainda não tenham se dado conta, mas para fazer um bom projeto devemos pesquisar a fundo sobre o tema, conhecer de verdade todas as vertentes e caminhos daquele tema que o projeto trata.
Engano de alguns achar que esse tipo de conhecimento deve ser restrito a projetos grandes, pois quanto melhor a sua pesquisa e seu conhecimento, melhor o resultado do projeto. Esse tipo de pensamento nos forma, nos faz querer sempre saber mais e promove crescimento enquanto profissionais. Com os anos, traz o amadurecimento. Mas mesmo com o amadurecimento nunca devemos deixar de querer saber mais e aprender sempre.
Essa vontade de conhecer novos mundos move nossa criatividade e nos torna profissionais multidisciplinares, aquele que entende todo o projeto e o processo, costurando conhecimentos de outros, unindo os saberes em prol de um objetivo comum.
O conhecimento pode e deve ser nossa melhor característica, que não se aprende em cursos rápidos. Vamos manter a vontade de conhecer o mundo e com certeza seremos melhores profissionais, sem medo de concorrências menores e de menos valor.
@carolhoffmann
10set2009
Foi aberta na quinta-feira, 3 de setembro, e poderá ser visitada até o dia 27, no CCBB-RJ (Centro Cultural do Banco do Brasil do Rio de Janeiro), a exposição “Saint-Étienne – Cidade do design”. Parte das comemorações do ano da França no Brasil, a mostra, que tem curadoria de Josyane Franc e Nicola Goretti, traz projetos da Bienal Internacional de Design 2008, apresentando objetos e trabalhos de design de novos artistas franceses.
A exposição é dividida em três seções: “Cité du Design”, plataforma de observação, formação e pesquisa para o design, “Mini City Eco Lab”, laboratório de uma mini-cidade ecológica, com curadoria do filósofo John Thackara, e “Flight Number 10″, seleção de jovens talentos franceses e designers de renome daquele país. “Saint-Étienne – Cidade do design” já passou antes por Brasília e, após a temporada carioca, seguirá para Curitiba e, por fim, São Paulo.
A entrada é gratuita e o CCBB fica na Rua Primeiro de Março, 66 (Centro). Mais informações pelo telefone
(21) 3808-2020 ou no site: www44.bb.com.br/appbb/portal/bb/ctr2/rj.