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29out2008

A real identidade do design - por Felippe Santos

Hoje, tudo está relacionado ao design. Desde o “design inovador da sua nova panela”, até o “hair designer” da Camila Pitanga. Ou seja, dá quase vergonha de falar que você é um designer. O estudo do design, que a meu ver é focado totalmente no projeto como um método, uma disciplina,é algo de suma importância no sentido de encontrar soluções e resolver problemas, não profissão de cabeleireiro. E não adianta falar que está procurando uma solução para los cabelos.

Enquanto muitas pessoas que praticam o design, lutam pela profissionalização da área, outras tantas acabam por depreciar o real sentido desse exercício. Podemos levantar algumas questões a respeito do design e do designer.

Se o design é um método, uma prática, é possível afirmar que o homem que habitava a Terra na Idade da Pedra, já era um designer? Por que ele encontrou soluções para manter-se vivo, transformou uma matéria prima (a rocha), num objeto com forma e função (o machado). Ele deixou registros nas paredes, suas idéias e memórias. Mas será que apenas encontrar soluções é o que faz de um ser humano, um designer?

Ao mesmo tempo, há muitas pessoas que estudam design e rumam para atuar em outras áreas. Desde fotógrafos, cineastas, animadores de arte..; quer dizer, eles tem a formação específica e estão graduados, mas não exercem a profissão. Será que não?

O olhar de um fotógrafo e de um fotógráfo-designer é com certeza diferenciado. A fotografia e o design são campos bem separados, porém se encontram casualmente sempre que possível.

A grande questão, acredito ser, até onde a academia é importante e até onde o intuito, ou o consciente/inconsciente criativo se mostra à frente. Um vive sem o outro? Qual dos dois é mais necessário?

Difícil responder, principalmente por que até o design é relativo. Embora muitos designers tenham desenvolvido uma identidade própria, ela surgiu de onde? Do inconsciente ou do estudo? O designer também é um questionador, um apresentador ou um ser criativo que faz de seu ofício, uma ferramenta para a profissão dos outros. Certo, é que o design está aí, sendo praticado nos mais diversos lugares, com os mais diferentes intuitos, mas com um objetivo final: a solução.

Felippe Magyar dos Santos

27/10/2008

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31ago2008

IHC’08 - VIII Simpósio Brasileiro de Fatores Humanos

21 a 24 de outubro - Porto Alegre - RS
O IHC 2008 está dividido em duas etapas:

* o primeiro dia do evento (dia 21 de outubro) está destinado aos tutoriais e workshops, os quais têm taxas individuais. O participante escolhe se quer ou não participar destas atividades, e cada uma delas tem sua taxa específica.
* os demais dias (22, 23 a 24 de outubro) estão destinados a conferência, com apresentação dos artigos técnicos, palestrantes internacionais, painéis e demonstrações. A taxa básica de inscrição inclui a participação nestes 3 dias (22 a 24 de outubro), bem como inclui o material do evento, coffee breaks e coquetel.

Cabe ressaltar que estas taxas não incluem alimentação, hotel, acomodações, nem a participação no jantar do evento.
O jantar do evento será realizado na quinta-feira, dia 23 de outubro, em restaurante tradicionalista, com show típico e pista de dança. O valor do jantar, com bebida incluída, será R$50,00 por pessoa.

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16jul2008

Evolução de marca - Reebok

Marcelo Tomaz

Marca inglesa de artigos esportivos, recentemente comprada pela alemã Adidas, a Reebok figura entre as grandes do setor há muito tempo. Com um posicionamento truncado, ela nunca chegou a brigar de igual para igual com a líder do segmento, a americana Nike, e boa parte disso deve-se a sua postura, nunca muito clara, dificultando a compreensão dos seus consumidores a respeito dos objetivos da empresa. Sua marca é o reflexo da confusão conceitual que é a empresa em si. Ora utiliza um posicionamento nacionalista, unindo a bandeira da Grã-Bretanha à sua marca, ora, ao entrar no Brasil, deixa de lado a bandeira bretã e agrega a nossa verde-amarela (sim, a Reebok, durante alguns anos, usou a bandeira brasileira agregada à sua marca). Enfim, a Reebok é daquelas empresas que parecem que andam sempre sem rumo. Suas campanhas publicitárias nunca causam grandes impactos, não criam tendências e raras vezes vão além da foto do produto e a assinatura com a marca enorme (marca grande, raciocínio pequeno.) Olhem a evolução da marca mundial e percebam o que digo, erros desde a evolução tipográfica até o uso do símbolo, que, convenhamos, é uma mistura das japonesas Asics e Mizuno. A busca pela valorização do símbolo deve ter levado a essa decisão de eliminar as vogais de seu nome, o que futuramente vai gerar a eliminação das consoantes, restando, assim, somente seu símbolo, caminho seguido pela Nike e Adidas, com maestria. O problema é que o símbolo da Reebok, que foi claramente “sampleado” (sampleado = chupadinha leve em tupi-guarani, rerere…brincadeirinha) da Mizuno, não cola, não é forte e nem simpático, por isso digo que uma marca forte surge da assimilação rápida de uma idéia clara. O que não é o caso da Reebok.

Clap, clap, clap…
A nova tipografia é muito bem construída e ousada, alçando a marca do século passado direto para o século seguinte.A concisão do nome e o simples fato de eliminar as vogais não prejudicam a compreensão da mensagem e ainda desafiam o raciocínio dos menos atentos. E ao que parece, a Olympikus também deve ter gostado, vide o lançamento da linha OLK ( hummm…). Composta apenas por dois elementos, a marca atual ficou leve e ágil. Contrariando as atuais perspectivas de evolução, eu apostaria no RBK e mandaria o símbolo para o reino dos céus.

Bleargh…

A falta de originalidade do símbolo. O uso de bandeiras, ou outros símbolos que identifiquem grupos específicos, gera uma segmentação desnecessária nesse caso. Ainda bem que abandonaram a tipografia antiga, era de doer.

Bla-marcelotomaz nasceu em 2005, como um blog de opinião, criado para falar facilmente sobre temas nem sempre tão fáceis, como branding, design, propaganda, marcas e afins. Quem quiser saber mais sobre o assunto, basta acessar bla-marcelotomaz.com.br

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20mai2008

Revista Continuum Itaú Cultural dedicada a design

A edição de maio da revista Continuum Itaú Cultural é dedicada ao design. Sob o título O desenho das idéias, a publicação pretende discutir questões importantes para a área, como funcionalidade, estética e democratização. Entre as matérias disponíveis estão a resenha Oito ‘clássicos’ do design brasileiro, da jornalista e historiadora do design Ethel Leon, e Una cosa mentale, entrevista com Rafael Cardoso, na qual o historiador e crítico fala sobre a desmaterialização do design.

A versão impressa da revista é distribuída gratuitamente na sede do Itaú Cultural e a edição online pode ser lida no site do Instituto: www.itaucultural.org.br.

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24abr2008

Abaixo a ditadura na decoração

Arquitetos e designers de interiores dizem não ao modismo e valorizam referências pessoais dos moradores para obter uma casa com personalidade

Sabe aquelas decorações feitas tal e qual as dos apartamentos-modelo de prédios em construção, que, de tão semelhantes, parecem produzidas em série? Importantes profissionais do segmento torcem o nariz para elas, algumas das quais vira-e-mexe são vistas em veículos de comunicação especializados no assunto. Um exemplo: sofá branco, parede fendi, espelho na sala de jantar para ampliar o espaço… E só. Para eles, essa certa estandardização dos projetos acaba deixando de lado a história de vida dos moradores, algo que hoje retomou força para fugir do lugar-comum. “O que se vê, quase sempre, é muito impessoal”, diz o arquiteto Arthur Casas, para quem o resultado, na maioria das vezes, remete à atmosfera de um showroom.

Leia a matéria completa por Roberto Abolafio Jr. no Casa& do Estado de SP.

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14abr2008

Artigo: C.H.A – Conhecimento, Habilidade e Atitude

Todos nós temos características que nos diferem uns dos outros, somos o resultado de influências recebidas ao longo de nossa existência. Somos seres capazes de criar, produzir e assimilar idéias. Temos qualidades, natas e adquiridas, que nos dão o poder de sobressairmos aquém daqueles que não as desenvolveram.

Existem três qualidades que o designer precisa desenvolver:
O Conhecimento, a Habilidade e a Atitute - CHA

Conhecimento: Vem de conhecer, saber, aprimorar, tornar claro aquilo que ainda não se conhece, ou que deseja conhecer mais afundo. O conhecimento é a base de tudo .O conhecimento é adquirido de várias formas, nas ruas, nas faculdades, na internet, nos livros, com a vida e etc . O problema é: quem deseja adquirir o conhecimento? Hoje vivemos em uma sociedade capitalista aonde tudo precisa ser prático. Mas o que será da prática sem o conhecimento?

Habilidade: Praticar o que conhece, saber fazer. Todo conhecimento que temos é aperfeiçoado com a Habilidade.

Imagine: para que foi feita uma flecha? É óbvio que é para acertar o alvo, mais se esta flecha não for usada para acertar o alvo, a existência dela é Vã.

Assim também é o conhecimento, ser não for usado através da habilidade, ele é em vão. A habilidade na vida do designer é essencial, pois ela gera uma disciplina no profissional, de organização para executar aquilo que está proposto. É a consciência em saber utilizar o conceito aliado com as ferramentas.

Atitude: Querer fazer, arriscar, se comprometer. É certo que o conhecimento e a habilidade são fatores muito importantes, mas e a atitude?

Conheço muitas pessoas, que tem muito conhecimento, são habilidosas, mais não tem atitude. As oportunidades vêm e elas perdem a chance de fazer o que precisa ser feito. Temos que tomar atitudes muitas vezes radicais para que possamos chegar ao topo da montanha.

Certa vez um empresário aqui de Goiânia, dono de uma rede de revistaria, recebeu um certo telefonema de uma pessoa, a qual o seu carro tinha acabado a gasolina no meu do caminho, dizendo:

Ai é do posto de gasolina? E ele disse: não, é da revistaria, mais quantos litros de gasolina o senhor precisa? Mais aí é posto ou revistaria? Perguntou.

E o empresário respondeu: é uma revistaria, mais vou entregar a gasolina aonde você está, quantos litros você precisa? Meio desconfiado ele respondeu? 6 litros.

Resultado:
O dono da revistaria chamou o motoboy, e entregou a gasolina para aquele homem, e ele ficou super feliz, e virou o cliente nº1 daquele empresário. Tudo por causa de uma ATITUDE.

Estas três qualidades agregadas, Conhecimento, habilidade e atitude com certeza te farão um profissional bem sucedido!!!

Cleber Muniz, desenvolve projetos de design junto ao SESC-GO
prcolheita@hotmail.com

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7abr2008

Artigo: Construção de marca, quando falta o bom senso


Marcelo Tomaz

bomsenso.gif

Por que criar algo 100% novo quando posso partir de uma base já estruturada e comprovadamente eficaz, para obter resultados mais rápidos? Seguir caminhos já trilhados por outros não é crime, e em muitos casos é um sinal claro de inteligência, desde que seja seguido com bom senso e muito cuidado. “Criar” significa oferecer uma visão diferente, particular e invariavelmente nova sobre alguma coisa. Se o ponto de partida foi uma referência visual já existente, provavelmente o resultado final será influenciado ou até mesmo direcionado pelo seu ponto de partida.

Caso a opção seja por algo completamente novo, ou até mesmo experimental, o resultado será menos familiar, o que abre a possibilidade de gerar, a princípio, desconforto, medo, insegurança ou mesmo repulsa momentânea pela falta de familiaridade com os novos elementos e princípios criativos. Este é o risco que se corre pela “ousadia da criação”: tentar algo novo, sem a garantia do certo ou errado e o apoio de quem fez antes para balizar nosso caminho. No dia-a-dia, as duas fórmulas são válidas, uma mais linear, outra com altos e baixos, uma mais segura, outra mais arriscada, uma mais coletiva, outra mais individual. Basta escolher a melhor para cada ocasião e seguir em frente “em busca do resultado positivo, pois o grupo está unido em busca dos três pontos” rerere…

Quanto ao tão almejado reconhecimento autoral, seja ele de uma marca ou de uma tendência, só será “todo seu” caso opte pela partida do ponto zero, aquele de quem faz o bolo e não aquele de quem vem somente no final colocar a cereja e, muitas vezes, o dedo. Bleargh…

Separei alguns exemplos de criações e criaturas para vocês observarem o grau de similaridade entre elas e tirarem suas próprias conclusões.

Clap, clap, clap…

Mizuno – Empresa japonesa de artigos esportivos, reconhecida mundialmente, sua marca é referência em performance e qualidade, especialmente no segmento de tênis de corrida.

Carrefour – Rede francesa de hipermercados espalhada pelas maiores cidades do país, tem como diferencial seu “compromisso público” de vender por menos.

Administration for Children and Families – Agência federal norte-americana para assistência a famílias. Não tem nenhuma penetração no Brasil, mas, graças à internet, a gente acaba conhecendo, não é verdade?

Bleargh…

Tenny Wee – O grau de semelhança com a Mizuno, tanto na marca quanto no segmento de atuação, é de chorar…ou rir, sei lá.

Gimenes – Houve uma “pequena” preocupação com a similaridade da marca, tanto que inverteram a aplicação das cores. Pouco para uma empresa do mesmo ramo de atuação do Carrefour, tsk, tsk, tsk…

Faculdade São Luis – Aqui não houve nenhuma alteração de marca em relação à original, simplesmente mudaram o nome e a cor, já que o segmento é outro. Ufa, pelo menos mudaram o nome, já pensaram numa faculdade chamada Administration for Children and Families, em Jaboticabal, no interior de São Paulo? Bom, do jeito que a coisa anda, eu não duvido.

Para quem quer saber mais:
www.mizuno.com x www.tennywee.com.br
www.carrefour.com.br x www.gimenes.com.br
www.acf.hhs.gov x www.saoluis.br

Bla-marcelotomaz nasceu em 2005, como um blog de opinião, criado para falar facilmente sobre temas nem sempre tão fáceis, como branding, design, propaganda, marcas e afins. Quem quiser saber mais sobre o assunto, basta acessar bla-marcelotomaz.com.br

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6abr2008

Márcia Okida - Nova análise gráfica de cartaz de cinema

brilho1.jpg

“Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças”.
Entre, leia, dê sua opinião e vote no cartaz para a próxima análise. Você também vai encontrar músicas de Chico Buarque,
um conto para Tarsila do Amaral, Haicais e outras tantas artes.

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19mar2008

Artigo: Você acredita no seu Design?

Antes de começar ler este artigo, quero te levar a pensar nestas seguintes questões:

Você acredita em seu profissionalismo? Você acredita no produto que você gera através do design? Bom, é relevante pensarmos nisso como profissionais. Muitos de nós (designers) temos a tendência de muitas vezes não acreditar em nós e em nosso produto.

Resultado: se um designer não acredita em si e nem naquilo que ele produz, quem mais acreditará?

Tenho um irmão (gêmeo) que nesta semana ele me falou algo que me fez pensar nesta questão:
O Valor que tenho como profissional.

Ele tem um grupo de Rap (MDP), e o seu grupo foi chamado para tocar na cidade de Florianópolis, daí o cara que o chamou Ligou pra ele e disse: cara quanto vocês cobram pra vir tocar aqui? Meu irmão disse: a cara, só a passagem e um lugar pra durmir “tabão”.

No outro dia ele pensou consigo:
“Se o cara me ligou é porque ele gosta do meu som (produto), então eu deveria ter dito pra ele, que pra levar o meu som, o meu preço e este, e mais hotel e passagem.” Pense comigo, se o cara gosta do som deles, e que modéstia parte é bom mesmo, o ele ia fazer de tudo para tê-los em sua cidade. Por quê? Por que ele estaria demonstrando que acredita em seu som.

Daí o cara vai lá, faz a faculdade, paga um monte curso caro, vai a workshops, pesquisa na internet, compra livros, estuda a programação visual, e o cliente (matuto) chega ao designer e pergunta: quanto fica pra fazer uma logomarca (um erro, uma redundância)? E o designer (que não acredita no seu design) diz? A me dá só um “café” (aqui em Goiás, um café custa R$ 50,00) que tabão!

Isso para mim é comportamento de um pseudodesigner, o famoso micreiro. Exite as vezes, de nossa parte, uma certa prostituição, em relação aquilo que somos e aquilo que fazemos. Se você faz design, acredite nele, estude-o, valorize-se. Você acredita no seu Design?

Cleber Muniz é designer júnior, desenvolve projetos gráficos para o SESC-GO desde 2006

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18mar2008

A energia que vem dos joelhos

joelheira.jpg

Voluntários testaram a joelheira equipada com um motor capaz de transformar a energia motora em elétrica.

As caminhadas podem ser a chave de um futuro sem tomadas elétricas. Uma equipe de cientistas americanos e canadenses criou uma joelheira que funciona como pilha recarregável, capaz de armazenar energia à medida que se anda com ela - algo similar ao mecanismo dos automóveis híbridos, nos quais os motores são abastecidos por eletricidade produzida, em boa parte, através de reciclagem de energia proveniente de sua própria frenagem. No caso dessa joelheira, é o corpo que funciona como fonte e tomada - e ela transforma movimentos mecânicos das pernas em energia. A cada movimento do joelho um motor interno é acionado.
Leia a matéria completa de
Luciana Sgarbi na Istoé.

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